Buenos Aires, Miercoles, 29 de Junio
28 marzo, 2022 19:51 Imprimir

BR DO MAR – Análise pelo Congresso Nacional Brasileiro – Derrubadas e manutenções dos vetos presidenciais a dispositivos da lei n* 14.301/22 – Ad. Marcel Nicolau Stivaletti (desde Brasil)

 

 

Primeiramente, antes de tecer as considerações sobre o veto presidencial, vale trazer ao leitor – sobretudo àquele que não é do Brasil – as condições para a derrubada (ou manutenção) do veto.

Para a rejeição (derrubada) do veto é necessária a maioria absoluta dos votos dos parlamentares – 257 votos de deputados e 41 votos de senadores, contabilizados separadamente. Caso uma das casas legislativas não alcance o número exigido constitucionalmente, o veto restará mantido (art. 66, § 4º da Constituição Federal, e art. 43 do Regimento Interno do Congresso Nacional).

Passando especificamente aos vetos impingidos à norma chamamos, a atenção para três temas fulcrais vetados pelo Presidente da República: Reporto; AFRMM; e o mínimo de 2/3 de marítimos brasileiros nas embarcações. Vejamos, pois, o resultado da análise parlamentar sobre os temas em destaque:

- VETO AO REPORTO (DERRUBADO): o texto legal prevê a recriação do benefício, que representa a isenção de IPI e PIS/Cofins para a compra de equipamentos, além de suspensão do Imposto de Importação para itens sem similares nacionais. Segundo especialistas, estimava-se que o fim do regime tributário especial provocaria uma perda de R$2 bilhões em investimentos nos portos. Além disso, caso não se efetivasse a derrubada, inúmeros pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro chegariam à Agência Reguladora (ANTAQ). Isso porque a própria Agência realizava os estudos de viabilidade para os novos contratos levando em consideração a existência dos incentivos fiscais.

- VETO AO AFRMM (DERRUBADO): o dispositivo que trata de alíquotas diferenciadas para o AFRMM – Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante – também foi derrubado. Em que pese o governo, a priori, defender que o preceito era inconstitucional – porquanto gerador de renúncia de receitas sem previsão de compensação – o texto originário foi mantido, para aplicação das indigitadas alíquotas. Com a derrubada, o AFRMM passa de 25% para 8% na navegação de longo curso. O mesmo percentual (8%) será aplicado “na navegação fluvial e lacustre, por ocasião do transporte de granéis sólidos e outras cargas nas Regiões Norte e Nordeste”. No transporte fluvial e lacustre de granéis líquidos nas referidas regiões, a alíquota estabelecida é de 40%. Na cabotagem, por sua vez, a alíquota passou de 10% para 8%.

- VETO AO MÍNIMO DE 2/3 DE MARÍTIMOS (MANTIDO): o Congresso manteve o veto sobre a disposição que definia um mínimo de trabalhadores brasileiros nas embarcações aderentes ao programa “BR do Mar”. O objetivo era priorizar os marítimos nacionais nas embarcações amparadas pelo programa. O veto se escorou na justificativa de que a obrigatoriedade da proporção de dois terços de brasileiros elevaria os custos e diminuiria a atratividade para o ingresso de embarcações estrangeiras no programa de estímulo à cabotagem. Não obstante o veto, as embarcações precisam reservar aos brasileiros, obrigatoriamente, os postos de comandante, mestre de cabotagem, chefe de máquinas e condutor de máquinas, conforme dispõe o artigo 9º, III, da Lei nº 14.301/22.

Superadas as deliberações que envolveram os dispositivos vetados, as atenções doravante estarão voltadas às regulamentações que advirão do Poder Executivo, por meio de Decreto Regulamentar. A exemplo, os requisitos para se constituir como Empresa Brasileira de Navegação dependerão de ato normativo federal. Outrossim, o número de embarcações passíveis de afretamento por empresa brasileira de navegação, considerada a capacidade (porte bruto) efetivamente operante, também será definido por ato do Poder Executivo federal.

Esses e outros temas igualmente dependentes de regulamentação futura apontam que a BR do Mar (Lei nº 14.301/22) seguirá na “pauta” e muito ainda renderá de discussão, mormente considerando a ampla margem conferida pela lei ao Poder Executivo.

 

Versión español:

BR DO MAR – Análisis del Congreso Nacional Brasileño – Anulación y mantenimiento de vetos presidenciales a las disposiciones de la ley 14.301/22 – BR DO MAR

Primero, antes de comentar sobre el veto presidencial, vale la pena traer al lector, especialmente a aquellos que no son de Brasil, las condiciones para revocar (o mantener) el veto.

Para el rechazo (anulación) del veto se requiere la mayoría absoluta de los votos de los parlamentarios – 257 votos de diputados y 41 votos de senadores, contados separadamente. Si una de las cámaras legislativas no alcanza el número exigido por la Constitución, se mantendrá el veto (artículo 66, § 4 de la Constitución Federal y artículo 43 del Reglamento Interior del Congreso Nacional).

Volviendo específicamente a los vetos impuestos a la norma, llamamos la atención sobre tres temas fundamentales vetados por el Presidente de la República: Reporto; AFRMM; y un mínimo de 2/3 de marinos brasileños en los buques. Veamos, pues, el resultado del análisis parlamentario sobre los temas destacados:

- VETO A REPORTO (SUPRIMIDO): el texto legal prevé la recreación del beneficio, que representa la exención de IPI y PIS/Cofins para la compra de equipos, además de la suspensión del Impuesto de Importación para artículos sin similares nacionales . Según expertos, se estimó que el fin del régimen fiscal especial provocaría una pérdida de R$ 2 mil millones en inversiones en puertos. Además, de no producirse el derrocamiento, llegarían a la Agencia Reguladora (ANTAQ) numerosos pedidos de reequilibrio económico y financiero. Esto se debe a que la propia Agencia realizó estudios de viabilidad de los nuevos contratos, teniendo en cuenta la existencia de incentivos fiscales.

- VETO AFRMM (DROPPED): también se derogó la disposición que trata de tarifas diferenciadas para el AFRMM – Adicional al Flete por Renovación de la Marina Mercante. A pesar de que el gobierno, a priori, defendió que el precepto era inconstitucional -en tanto genera la renuncia de ingresos sin previsión de compensación- se mantuvo el texto original, para la aplicación de las tarifas indicadas. Con el desplome, el AFRMM pasa del 25% al ​​8% en navegación de largo radio. El mismo porcentaje (8%) se aplicará “en la navegación fluvial y lacustre, cuando se transporten graneles sólidos y otras cargas en las regiones Norte y Nordeste”. En el transporte fluvial y lacustre de graneles líquidos en las referidas regiones, la tarifa establecida es del 40%. En cabotaje, por su parte, la tasa aumentó del 10% al 8%.

- VETO AL MÍNIMO DE 2/3 DE LA GENTE MARÍTIMA (MANTENIDO): El Congreso mantuvo el veto a la disposición que definió un número mínimo de trabajadores brasileños en buques adheridos al programa “BR do Mar”. El objetivo fue priorizar a los marinos nacionales en las embarcaciones apoyadas por el programa. El veto se basó en la justificación de que la proporción obligatoria de dos tercios de brasileños aumentaría los costos y reduciría el atractivo para la entrada de embarcaciones extranjeras en el programa de estímulo al cabotaje. No obstante el veto, las naves deberán reservar a los brasileños, obligatoriamente, los cargos de capitán, capitán de cabotaje, jefe de máquinas y maquinista, en los términos previstos en el artículo 9, III, de la Ley nº 14.301/22.

Superadas las deliberaciones que involucraron las disposiciones vetadas, la atención se centrará en lo sucesivo en la normativa que provendrá del Poder Ejecutivo, a través de un Decreto Reglamentario. Por ejemplo, los requisitos para convertirse en una Compañía Naviera Brasileña dependerán de un acto regulatorio federal. Además, el número de buques que pueden ser fletados por una naviera brasileña, considerando la capacidad (peso muerto) efectivamente operando, también será definido por acto del Poder Ejecutivo Federal.

Estos y otros temas que también están sujetos a una futura regulación indican que la BR do Mar (Ley nº 14.301/22) permanecerá en la agenda y seguirá siendo objeto de mucha discusión, especialmente considerando el amplio margen otorgado por la ley al Poder Ejecutivo.

Ad. Marcel Nicolau Stivaletti

Marzo 2.022

+55 (13) 98195-2223 | +55 (13) 3219 7303

Rua Amador Bueno, 333 – Conj. 1501 – Tribuna Square – Santos/SP (11013-153)
Meu perfil no LinkedInmiller.adv.br

 


 

 

Other News